ANA DINIZ faz show na Casa da Gávea.
O show do elogiado Cd "Cocos,Cirandas e Canções",
eleito um dos 20 melhores CD's de 2007 pelo site musicnews.
Dia 27 de Agosto, às 21Horas
Casa da Gávea, Rio de Janeiro,Brasil.
O CD "Cocos, Cirandas e Canções"
críticas
"Ana Diniz, a novidade feminina de Pernambuco"
" Despojado, cru e impressionante, especialmente pelo
estilo
interpretativo de Ana,... também se mostra promissora em
composições,
como a dançante Já Pode Começar e a sinuosa
Vem Amar Esse Som,
de melodias simples e letras bem talhadas, que falam de amor, fome,
seca
e poder da música. "
LAURO LISBOA GARCIA, O ESTADO DE SÃO
PAULO
Publicado em 03 de Setembro de 2007
"Voz diferente na música de Pernambuco"
"Ana Diniz não é apenas mais uma cantora urbana
que abraçou os ritmos
da Zona da Mata. Ela traz uma maneira pessoal de cantar os
ritmos
populares, sem comparações ou semelhanças com
qualquer congênere.
...o diferencial em Ana Diniz é sua
interpretação,
curiosamente parecida com uma técnica eslava, de canto
intercalado por
rápidos agudos guturais, lembra a cantora russa Sainkho
Namtchylak, um
das musas da world music. "
JOSÉ TELES , JORNAL DO COMMERCIO – RECIFE – PE.
Publicado em 21 de março de 2007
"Pernambuco Original"
A primeira audição,"Cocos, Cirandas e Canções" (independente) é um CD de música tradicinal do interior de Pernambuco.Aos poucos porém, os arranjos do disco e,sobretudo, o canto de ANADINIZ -agudos que ponteiam a melodia- impõe sua originalidade"
(Leonardo Lichotte), Jornal "O GLOBO", Rio de Janeiro, RJ
Publicado em 20 de
novembro de 2007.
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ENTREVISTAS
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Entrevista: Fabiano Calixto |
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EntreCantos– Ana,
para começar, gostaríamos de saber um pouco de sua
formação. De onde veio o interesse pela música
popular e se esse interesse está baseado apenas no
cancioneiro da Zona da Mata ou extrapola essas fronteiras. Fale um
pouco também de suas atuações no teatro e na
dança. Enfim, suas origens e trabalhos. Fiz vários tipos de dança, popular, contemporânea, espontânea, peças de teatro amador, profissional, alguns vídeos, na verdade sempre gostei de misturar várias artes, "O Nosso Pastoril" espetáculo de Fátima Marinho, agente cantava, tocava, dançava e atuava e ainda gravamos o cd do espetáculo; a última companhia que fiz parte foi a "Santa Fogo", a gente compunha, fazia os arranjos, cantava, produzia, fazia textos, dirigia as peças, fazia os figurinos, era respirar arte o tempo todo. São experiências que levo para o palco e para a vida. Mas dessas origens que você fala, com certeza preciso citar a oportunidade de conhecer e conviver com Zé Neguinho do Coco, com o Coco Raízes de Arcoverde, com o Maracatu Estrela Brilhante do Recife no qual desfilo no carnaval, com o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu e Dona Olga, Com Dona Jovelina e Ana Lúcia coquistas do Amaro Branco, com Zé Duda do Estrela de Ouro de Aliança, com Dona Duda a primeira cirandeira do Brasil, e outros que cito em minhas músicas como o Mestre Candeeiro e o Boi Teimoso.E ainda tenho muita história pra contar, porque conhecê-los é uma benção e preciso dividir isso. EC– Seu
disco tem uma deliciosa sonoridade moura, torneada pela sua bela
voz e pelos arranjos simples e arrebatadores. Essa sonoridade
está fincada, claro, na própria genealogia do
cancioneiro dessa região que tem no sangue genes da cultura
moura, vinda via colonização portuguesa. A partir
desse sabor que tem suas canções, gostaríamos
de saber como é sua pesquisa estética, digo, onde
você garimpa, com quem você se identifica, o que habita
seu cd-player? Procuro sempre ouvir a minha intuição, uma música que chega as minhas mãos não é por acaso, gosto do mais tradicional como o "Reisado Maribondo" do Mestre Sabal, a Meredith Monk, yann tiersen etc. |
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EC - Como é seu processo de
composição? De onde surgem as
idéias? EC - Como tem sido a
recepção por parte do público e da
crítica de seus espetáculos e do seu CD de
estréia? EC - Depois da
explosão da Mangue Beat, que nos deram nomes de suma
importância como Chico Science & Nação
Zumbi, Mundo Livre S.A. e o Mestre Ambrósio, para onde vai a
nova música pernambucana? |
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EC - Lembro
também de um grande ecletismo na cena recifense, que vai
desde o rock pornô-escatológico dos Textículos
de Mary e a Banda das Cachorra, passando pelas pick-ups do DJ
Dolores, pela revitalização da tradição
operada por Siba & A Fuloresta do Samba, Comadre Fulozinha e
Silvério Pessoa, até chegar a
atomização genial de estilos da Nação
Zumbi. Os pernambucanos, entre a tradição e o porvir,
entre a pele de carneiro e os bits, são sempre inquietos. De
onde vem tamanha inquietação? EC - Na bela
"Vem amar esse som" a letra diz: "Tem os dedos encravados na terra
/ Coração / Escolhendo a semente, / Vai brotar / Tem
o sol / Despontando alegria, / Em seu ventre será / A rainha
do dia / Ah! Vem amar esse som, / Vem do ar do sertão, / Vem
do mar". É uma letra que promove algumas possibilidades,
caminhos a seguir viagem, como a idéia de todo o
espaço cantar (do sertão para o mar, do mar para o
sertão). Mas este canto me parece um canto a palo
seco , como diz aquele belíssimo poema de João
Cabral de Melo Neto. Creio que poderia ser interpretada
também como uma metacanção. O canto (o som)
seria uma espécie de flâneur que passeia
pelos cantos levando carinho e
alegria? EC - Como você vê as outras artes produzidas em Pernambuco hoje em dia? Quando pergunto isso penso no cinema de Cláudio Assis, na poesia contemporânea de poetas como Delmo Montenegro ou Micheliny Verunschk, nas artes-plásticas ou no teatro pernambucano. AD - Estou bem desatualizada agora, mas sempre acompanhei os festivais de teatro, dança, cinema, artes plásticas, literatura, tudo efervescendo, tem muita gente boa, mesmo não tendo grandes escolas de arte Recife consegue se superar em matéria de arte. EC - Quais os próximos planos? Muitos espetáculos? Novas canções? AD - Sim,estamos agora no Rio montando espetáculo junto com o Espaço Versátil Ópera Brasil, com coreografias de dança popular, contemporânea, teatro e circo, com participação de crianças e adultos, está muito bonito. E sempre fazendo Shows pelo Brasil e aguardando o resultado do prêmio TIM, no qual fui indicada e isso pra mim já é uma vitória com um primeiro CD independente, já estou feliz por isso. Novas canções são sempre bem vindas, acabo de estrear um frevo no natal do Recife, e outras estão na fila aguardando o próximo CD. |
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