Home Data de criação : 07/09/21 Última atualização : 08/08/02 06:26 / 26 Artigos publicados
 

ANA DINIZ FAZ SHOW NA GÁVEA  (SHOWS) escrito em sábado 02 agosto 2008 06:26

ANA DINIZ faz show na Casa da Gávea.

O show do elogiado Cd "Cocos,Cirandas e Canções",

eleito um dos 20 melhores CD's de 2007 pelo site musicnews.

Dia 27 de Agosto, às 21Horas

Casa da Gávea, Rio de Janeiro,Brasil.

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ANA DINIZ -CRÍTICAS SP,PE,RJ  (MATÉRIAS DE JORNAIS) escrito em quinta 27 março 2008 15:40

O CD "Cocos, Cirandas e Canções" críticas

"Ana Diniz, a novidade feminina de Pernambuco"

" Despojado, cru e impressionante, especialmente pelo estilo
interpretativo de Ana,... também se mostra promissora em composições,
como a dançante Já Pode Começar e a sinuosa Vem Amar Esse Som,
de melodias simples e letras bem talhadas, que falam de amor, fome, seca
e poder da música. "

LAURO LISBOA GARCIA, O ESTADO DE SÃO PAULO



Publicado em  03 de Setembro de 2007


"Voz diferente na música de Pernambuco"

"Ana Diniz não é apenas mais uma cantora urbana que abraçou os ritmos
da Zona da Mata. Ela traz uma maneira pessoal de cantar os ritmos
populares, sem comparações ou semelhanças com qualquer congênere.
...o diferencial em Ana Diniz é sua interpretação,
curiosamente parecida com uma técnica eslava, de canto intercalado por
rápidos agudos guturais, lembra a cantora russa Sainkho Namtchylak, um
das musas da world music. "

JOSÉ TELES , JORNAL DO COMMERCIO – RECIFE – PE.



Publicado em 21 de março de 2007


"Pernambuco Original"

A primeira audição,"Cocos, Cirandas e Canções" (independente) é um CD de música tradicinal do interior de Pernambuco.Aos poucos porém, os arranjos do disco e,sobretudo, o canto de ANADINIZ -agudos que ponteiam a melodia- impõe sua originalidade"

(Leonardo Lichotte), Jornal "O GLOBO", Rio de Janeiro, RJ

Publicado em 20 de novembro de 2007.

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ANA DINIZ E GERALDO AZEVEDO  (ENCONTROS) escrito em sexta 14 março 2008 02:45

Foi um encontro inesperado, após o show na rádio mec, programa ao vivo entre amigos, a diretora da rádio, Liana, me levou a outro estúdio onde estava gravando o Geraldo Azevedo e fomos juntos gravar uma entrevista em outro programa.Foi bom reencontrar o velho amigo que me ajudou a formatar o Cd.

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ANA DINIZ ENTREVISTADA POR FABIANO CALIXTO  (MATÉRIAS DE JORNAIS) escrito em quarta 20 fevereiro 2008 00:31

ENTREVISTAS


Ana Diniz

 

Entrevista: Fabiano Calixto
Fotos: divulgação

EntreCantos– Ana, para começar, gostaríamos de saber um pouco de sua formação. De onde veio o interesse pela música popular e se esse interesse está baseado apenas no cancioneiro da Zona da Mata ou extrapola essas fronteiras. Fale um pouco também de suas atuações no teatro e na dança. Enfim, suas origens e trabalhos.

Ana Diniz - Bem, sou formada oficialmente em artes cênicas pela UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, mas a formação integral se deu desde criança em contato com as festas populares e com o Balé Popular do Recife, com o frevo no pé, e finalmente conhecendo os mestres e mestras da cultura popular, entre universidade, cultura popular e bandas de rock, é uma mistura total, e nesta mistura vem a dança, o canto, o teatro, tudo junto como no brinquedo popular, como num ritual primitivo. Me interesso pela zona da mata (Aliança), pelo sertão (Arcoverde,Triunfo),pelo litoral (Igarassu,Paulista etc.) e  por músicas do mundo (Arabia,Turquia,Marrocos,etc), quando a música me toca sou capaz de ouvi-la o dia inteiro.

Fiz vários tipos de dança, popular, contemporânea, espontânea, peças de teatro amador, profissional, alguns vídeos, na verdade sempre gostei de misturar várias artes, "O Nosso Pastoril" espetáculo de Fátima Marinho, agente cantava, tocava, dançava e atuava e ainda gravamos o cd do espetáculo; a última companhia que fiz parte foi a "Santa Fogo", a gente compunha, fazia os arranjos, cantava, produzia, fazia textos, dirigia as peças, fazia os figurinos, era respirar arte o tempo todo. São experiências que levo para o palco e para a vida.

Mas dessas origens que você fala, com certeza preciso citar a oportunidade de conhecer e conviver com Zé Neguinho do Coco, com o Coco Raízes de Arcoverde, com o Maracatu Estrela Brilhante do Recife no qual desfilo no carnaval, com o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu e Dona Olga, Com Dona Jovelina e Ana Lúcia coquistas do Amaro Branco, com Zé Duda do Estrela de Ouro de Aliança, com Dona Duda a primeira cirandeira do Brasil, e outros que cito em minhas músicas como o Mestre Candeeiro e o Boi Teimoso.E ainda tenho muita história pra contar, porque conhecê-los é uma benção e preciso dividir isso.

EC– Seu disco tem uma deliciosa sonoridade moura, torneada pela sua bela voz e pelos arranjos simples e arrebatadores. Essa sonoridade está fincada, claro, na própria genealogia do cancioneiro dessa região que tem no sangue genes da cultura moura, vinda via colonização portuguesa. A partir desse sabor que tem suas canções, gostaríamos de saber como é sua pesquisa estética, digo, onde você garimpa, com quem você se identifica, o que habita seu cd-player?

AD -
Eu escuto aquilo que me toca o coração e atualmente tenho escutado os xocós, uma tribo do nordeste, ganhei este Cd de uma amiga irmã no show que fiz em São Paulo ,ela falou que tinha algo a ver comigo e eu me apaixonei por eles.

Procuro sempre ouvir a minha intuição, uma música que chega as minhas mãos não é por acaso, gosto do mais tradicional como o "Reisado Maribondo" do Mestre Sabal, a Meredith Monk, yann tiersen etc.

EC - Como é seu processo de composição? De onde surgem as idéias?

AD - Geralmente de um fato que me toca, ou quando a mente esta vazia, tranqüila, são sentimentos, situações e inspiração divina, as vezes do nada surge uma música completa que nem preciso mexer, acredito que sou instrumento e as músicas são mais que palavra e som, são energia pura.

EC - Como tem sido a recepção por parte do público e da crítica de seus espetáculos e do seu CD de estréia?

AD - Graças a Deus tem sido boa, a recepção e as críticas, seja no Rio, em São Paulo , no Recife, por onde ando as pessoas gostam, mesmo não sendo uma música muito comercial, e os críticos tem sido generosos comigo, o Zé Teles, o Mauro Lisboa, o Leonardo Lichotte, você. Fico muito grata.

EC - Depois da explosão da Mangue Beat, que nos deram nomes de suma importância como Chico Science & Nação Zumbi, Mundo Livre S.A. e o Mestre Ambrósio, para onde vai a nova música pernambucana?

AD - Acredito que vai para todos os lados e todos os gostos, é uma diversidade incrível, não vejo limites, com incentivo e divulgação ainda sairão grandes nomes para o cenário nacional e mundial.

EC - Lembro também de um grande ecletismo na cena recifense, que vai desde o rock pornô-escatológico dos Textículos de Mary e a Banda das Cachorra, passando pelas pick-ups do DJ Dolores, pela revitalização da tradição operada por Siba & A Fuloresta do Samba, Comadre Fulozinha e Silvério Pessoa, até chegar a atomização genial de estilos da Nação Zumbi. Os pernambucanos, entre a tradição e o porvir, entre a pele de carneiro e os bits, são sempre inquietos. De onde vem tamanha inquietação?

AD -
Acho que da mistura em que nascemos, nossos ancestrais, entre índios, negros, brancos, mouros, a partir da agitação do frevo que está nas veias, só de ver o carnaval do Recife da pra imaginar o caldeirão de ritmos, personagens, histórias que habitam nosso imaginário, nossa criatividade.

EC - Na bela "Vem amar esse som" a letra diz: "Tem os dedos encravados na terra / Coração / Escolhendo a semente, / Vai brotar / Tem o sol / Despontando alegria, / Em seu ventre será / A rainha do dia / Ah! Vem amar esse som, / Vem do ar do sertão, / Vem do mar". É uma letra que promove algumas possibilidades, caminhos a seguir viagem, como a idéia de todo o espaço cantar (do sertão para o mar, do mar para o sertão). Mas este canto me parece um canto a palo seco , como diz aquele belíssimo poema de João Cabral de Melo Neto. Creio que poderia ser interpretada também como uma metacanção. O canto (o som) seria uma espécie de flâneur que passeia pelos cantos levando carinho e alegria?

AD - Essa música eu fiz em Arcoverde, olhando para as montanhas que circulam a cidade, ela me veio a galope sobre as árvores, as montanhas, o por do sol, tem um sentido de eternidade para mim, que sai da terra e vai para o mundo, a música que toca a minha alma, tem uma força invisível que vai colorindo o espaço que antes era preto e branco, não sei explicar.

EC - Como você vê as outras artes produzidas em Pernambuco hoje em dia? Quando pergunto isso penso no cinema de Cláudio Assis, na poesia contemporânea de poetas como Delmo Montenegro ou Micheliny Verunschk, nas artes-plásticas ou no teatro pernambucano.

AD - Estou bem desatualizada agora, mas sempre acompanhei os festivais de teatro, dança, cinema, artes plásticas, literatura, tudo efervescendo, tem muita gente boa, mesmo não tendo grandes escolas de arte Recife consegue se superar em matéria de arte.

EC - Quais os próximos planos? Muitos espetáculos? Novas canções?

AD - Sim,estamos agora no Rio montando espetáculo junto com o Espaço Versátil Ópera Brasil, com coreografias de dança popular, contemporânea, teatro e circo, com participação de crianças e adultos, está muito bonito.

E sempre fazendo Shows pelo Brasil e aguardando o resultado do prêmio TIM, no qual fui indicada e isso pra mim já é uma vitória com um primeiro CD independente, já estou feliz por isso.

Novas canções são sempre bem vindas, acabo de estrear um frevo no natal do Recife, e outras estão na fila aguardando o próximo CD.

http://www.entrecantos.com/entrediniz01.htm
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ANA DINIZ NA LISTA DOS MELHORES CD's DE 2007  (MATÉRIAS DE JORNAIS) escrito em quinta 07 fevereiro 2008 23:36

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